sexta-feira, 19 de dezembro de 2008

Quincampoix.

E com olhos de ressaca...
espiei, sonolento
embriagado por um vinho
barato
A francesa, tão inquieta
e solitária (mas feliz no final)...com seu sorriso puro
enrolada nas suas cores vibrantes...

Sonolento...com olhos pesados da noite
que caiu sem se preocupar,
se era pesada demais ou não...
levou o dia desgastante, calmo...calado.

Distante frecesinha, a quem me guardo
em sonhos cinematográficos,
demora ainda de vir?

sábado, 22 de novembro de 2008

A confiança...certas palavras, as divagações de ser.


eu tenho olhos da noite,
então só pode me enchergar
O que parece ser claro.

A prova.


e eu não quis...simplesmente
Ter que provar,
mas o mundo pede.

Posturas.


o mundo agora, parece querer
se revelar
Para mim.


segunda-feira, 17 de novembro de 2008

O Amigo.


Virou na primeira curva
Da estrada,
segui reto...
nunca mais cruzou o mesmo caminho.

Fugiu dos espelhos que o cercavam...
quebrou todos.
E não refletiu mais a sua
Imagem sobra a minha...
Não se via mais
como antes,
e não seria mais assim.

Perdeu assim
A identidade...e nem mais se perguntou
Certo ou errado...
foi embora, e nem quis
Olhar para trás.
Ou quis?
Não sei,
talvez nunca saiba.

Virou na curva, e não cruzou mais o mesmo caminho.

quinta-feira, 13 de novembro de 2008

Sem saber que horas são.

Simplesmente, agora eu estou com uma vontade de chorar muito forte.
De repente me sentiria até aliviado...mas a real, é que não tenho dor nenhuma.
Queria apenas descobrir como ser uma pessoa melhor. Também não me vejo como uma pessoa ruim. Mas quero ser melhor...
Hoje um olhar frágil, me enfraqueceu mais uma vez.
Parecia não se encontrar por um instante. Caiu no chão diante de mim... E pareceu paralisar por algum segundo.
Esses olhos que parecem tão cansados, mas ao mesmo tempo tão fortes e resistentes ao tempo, que lhe consome toda sua conquista.
Por um momento se perdeu.
Hoje uma pessoa frágil...me enfraqueceu mais uma vez.
Parece que já não se sente mais confortável com suas pernas, mas pode caminhar lentamente bem. Sua visão já não alcança mais horizonte algum, embora enxergue muito bem.
Quem carrega sua própria história, por tanto tempo, parece as vezes não aguentar o peso que ela tem, então cai, sem nem ao menos saber porque. Mas bravamente se levanta, como se nada tivesse acontecido.
Persiste bravamente, ou apenas permitiu que o tempo a carregasse?
Não, houve muita luta para chegar até aqui, lutou contra o seu próprio tempo. E quem parece estar com as pernas fracas, ainda tem muita força pra lutar, e caminhar longas jornadas!
Te amo Vó!

sexta-feira, 24 de outubro de 2008

Ordem cronológica.


Dia e noite se confundem no meu olhar.
Eu caminho. Mas não sei andar.
Avisto mil horizontes, e apenas uma estrada.
De onde partir? Pergunto, calado, ao vento que me sopra o destino.
Avistei um ponto...Uma partida distante.
Alcançei diversos passos, largos. Me esqueci de perguntar, para esquerda ou direita?

Sempre só...mas nunca perdido. Desenhei diversos mapas, mas sempre os perdi.
Certa vez sonhei que podia voar...Mas o vento não permite que sejamos mais leves do que ele...Eu sei, os homens podem voar, só que dizem poder apenas pelas asas de Deus.
Talvez, mas também dizem que apenas Deus é quem decide. Será mesmo?

Pode ser, que ninguém queira carregar a sua própria culpa...Entregue-a na mão de Deus, e ele saberá o que fazer.

Cedo ou tarde demais? Antes tarde do que nunca? Antes tarde, do que tarde demais!
Nunca é cedo, ou nunca é tarde? Qual o momento exato.
Estive sóbrio da minha verdade durante muito tempo...até que me embebedei nela mesmo. E pude gozar essa liberdade, ainda posso. Não há nenhuma crise em minha cabeça. Ou talvez haja aquela velha questão!

Não me preocupo com o que quero dizer. Digo, e repito, apenas para quem quiser entendê-la.
Sou guardião. Já fui rei. Trago comigo mil enigmas, todos que jamais serão desvendados.
Não sigo a ordem cronológica dos fatos. Me entrego ao momento. Me perco em pensamentos. Tipo clássico, daqueles que fingem não se importar.

Não há razões, motivos...ou qualquer coisa que me faça manifestar esse desejo impulsivo. Humanos...Desumanos...Humanos...Homem, aonde encontrar seu sentido. Nem tudo precisa de uma copreenção...Surto?

Então, olho para o céu. E posso dizer, que já não me importa mais...dia ou noite. Saber viver é o que nos faz viver. Exatamente, dessa forma clichê.