quarta-feira, 21 de janeiro de 2009

Conflito imaginário. (Lixo poético)


Finjo dor
finjo lagrima...
Finjo ser poeta,
ser artista, finjindo apenas que sou
Alguém.

Finjo alegria, escondendo
Dor.
Finjo sorriso, escondendo lágrimas.
Finjo que amo
finjo que não gosto...
Finjo prazer...
finjo desajar alguém...
Finjo desejar ser alguém.

Fingi saudades....solidão,
angústia...
Descobri como ser camaleão, camuflar os sentimentos que me incomodam...e acabei por descobrir que não sei mais o que sentir, quando sentir.
Embora eu sinta vontade de chorar, engulo a seco por orgulho, e cada lágrima reprimida se manifestará num conflito que irá me derrubar aos poucos...e aos poucos...
Até que eu perceba que não estou mais finjindo...até que eu perceba o quanto foi tarde pra esclarecer...o quanto é tarde para estar confuso.

Mas há ainda quem diga, o quanto é cedo para se levantar.
E deixo aqui a minha dica...
olhe sempre no fundo dos meus olhos, porque sempre havera algo escondido neles.

Ainda me restou uma última palavra:
Nunca fingi tristeza.

sexta-feira, 19 de dezembro de 2008

Quincampoix.

E com olhos de ressaca...
espiei, sonolento
embriagado por um vinho
barato
A francesa, tão inquieta
e solitária (mas feliz no final)...com seu sorriso puro
enrolada nas suas cores vibrantes...

Sonolento...com olhos pesados da noite
que caiu sem se preocupar,
se era pesada demais ou não...
levou o dia desgastante, calmo...calado.

Distante frecesinha, a quem me guardo
em sonhos cinematográficos,
demora ainda de vir?

sábado, 22 de novembro de 2008

A confiança...certas palavras, as divagações de ser.


eu tenho olhos da noite,
então só pode me enchergar
O que parece ser claro.

A prova.


e eu não quis...simplesmente
Ter que provar,
mas o mundo pede.

Posturas.


o mundo agora, parece querer
se revelar
Para mim.


segunda-feira, 17 de novembro de 2008

O Amigo.


Virou na primeira curva
Da estrada,
segui reto...
nunca mais cruzou o mesmo caminho.

Fugiu dos espelhos que o cercavam...
quebrou todos.
E não refletiu mais a sua
Imagem sobra a minha...
Não se via mais
como antes,
e não seria mais assim.

Perdeu assim
A identidade...e nem mais se perguntou
Certo ou errado...
foi embora, e nem quis
Olhar para trás.
Ou quis?
Não sei,
talvez nunca saiba.

Virou na curva, e não cruzou mais o mesmo caminho.

quinta-feira, 13 de novembro de 2008

Sem saber que horas são.

Simplesmente, agora eu estou com uma vontade de chorar muito forte.
De repente me sentiria até aliviado...mas a real, é que não tenho dor nenhuma.
Queria apenas descobrir como ser uma pessoa melhor. Também não me vejo como uma pessoa ruim. Mas quero ser melhor...
Hoje um olhar frágil, me enfraqueceu mais uma vez.
Parecia não se encontrar por um instante. Caiu no chão diante de mim... E pareceu paralisar por algum segundo.
Esses olhos que parecem tão cansados, mas ao mesmo tempo tão fortes e resistentes ao tempo, que lhe consome toda sua conquista.
Por um momento se perdeu.
Hoje uma pessoa frágil...me enfraqueceu mais uma vez.
Parece que já não se sente mais confortável com suas pernas, mas pode caminhar lentamente bem. Sua visão já não alcança mais horizonte algum, embora enxergue muito bem.
Quem carrega sua própria história, por tanto tempo, parece as vezes não aguentar o peso que ela tem, então cai, sem nem ao menos saber porque. Mas bravamente se levanta, como se nada tivesse acontecido.
Persiste bravamente, ou apenas permitiu que o tempo a carregasse?
Não, houve muita luta para chegar até aqui, lutou contra o seu próprio tempo. E quem parece estar com as pernas fracas, ainda tem muita força pra lutar, e caminhar longas jornadas!
Te amo Vó!