quinta-feira, 23 de abril de 2009

O conto do menino triste. (Son of Tim Burton)


Triste, tristinho...
triste menino,
Que não existe aqui,
Nem lá...
não existe em nenhum outro lugar.

Triste... a tristeza tomou o menino outra vez.
Mas ninguém nota sua tristeza à distância.
Triste, distante menino de seu sonho... em casa,
Distante de estar em casa.
É assim,
triste que o menino triste,
sendo feliz, vive na tristeza.

Desde moço, já é velho assim o menino triste.
Um dia disse a si mesmo, o menino triste,
Que triste assim não quer viver...
E esperou pelo dia amanhecer.
...

quarta-feira, 1 de abril de 2009

Saborosa sensação.


Um dia que nasce,
uma manhã que traz um novo Sol...
com raios que iluminam distancias infinitas,
e que renova cada propósito,
Nasce mais um dia com novas propostas para a vida.

Eis que se aprecia, o que há de vir pelas novas horas,
que morrem assim como são passageiras
do dia, e renascem constantemente...
num ciclo infinito...incansável...incontáveis horas, contadas
a cada sessenta segundos, que antecedem os minutos... tic...tic
Insistente é o relógio na parede com as pilhas fracas
de tanto que contou as horas,
nem foi notado que há muitas horas...já não dava as horas certas.

Lá vai o dia que passou contado as horas.

terça-feira, 31 de março de 2009

Criando uma mente psicótica.


Beirando da loucura para insanidade... assim descobri,
meu desejo que arde ferozmente
e ofendeu minha alma.
Notei um olhar devorador em minha face,
transgredir os limites... insano ainda sobre controle.

Assim que adormeci, com o gosto dos beijos que não são mais meus,
deitei com a mente em pensamentos meus,
impuros e perturbados...
Me liberta, de mim...que sempre foi livre
mas não ultrapassa os limites impostos,
contra os próprios desejos impostos

Um vicio sexual... do qual sou livre, e me reprimo
para não expor minha pureza particular,
ou o pouco que dela
ainda preservo involuntariamente
dentro de mim, por baixo dos meus desejos mais perversos

Provei do teu sexo, e não fui o único,
fez disso prova de que sou homem,
e isso fez de mim homem?

Eu sou meu próprio desejo,
me desejo cada dia mais, e mais...
mas sei que ainda me desejo para você
...que hora soube quem era, hora já nem faço mais idéia alguma.

me enquadro apenas na representação da palavra homem,
o que talvez me falte ser pra que você me veja...
como quero ser visto...
Como o que fez de mim um dia
o Homem que sou.

domingo, 1 de março de 2009

Reflexões (Transmission)


Certo dia aprendi comigo mesmo,
uma lição, que como uma filosofia barata, eu mesmo criei.
Amigo a gente não escolhe, a gente adimira...
pessoas são predestinadas.
Predestinadas as coisas boas...ou as ruins...
A se relacionar bem... ou não...
Predestinadas a sorrir, e depois chorar...
Achamos que somos livres no tempo, nunca somos hoje o que seremos amanhã.

A verdade é sempre a verdade, nunca maior nem menor.
Diz o que só ela pode dizer....
Procure algum sentido nisso tudo.
Pois eu pareci perder.

Predestinado...
pessoas são predestinadas umas as outras, para sofrerem e depois sorrirem...
Predestinado...
Predestinado...
Predestinado...
a ser feliz.
a ser triste.
a ser o que ninguém esperaria que fosse.
Amigo é assim que a gente faz.



quarta-feira, 21 de janeiro de 2009

Conflito imaginário. (Lixo poético)


Finjo dor
finjo lagrima...
Finjo ser poeta,
ser artista, finjindo apenas que sou
Alguém.

Finjo alegria, escondendo
Dor.
Finjo sorriso, escondendo lágrimas.
Finjo que amo
finjo que não gosto...
Finjo prazer...
finjo desajar alguém...
Finjo desejar ser alguém.

Fingi saudades....solidão,
angústia...
Descobri como ser camaleão, camuflar os sentimentos que me incomodam...e acabei por descobrir que não sei mais o que sentir, quando sentir.
Embora eu sinta vontade de chorar, engulo a seco por orgulho, e cada lágrima reprimida se manifestará num conflito que irá me derrubar aos poucos...e aos poucos...
Até que eu perceba que não estou mais finjindo...até que eu perceba o quanto foi tarde pra esclarecer...o quanto é tarde para estar confuso.

Mas há ainda quem diga, o quanto é cedo para se levantar.
E deixo aqui a minha dica...
olhe sempre no fundo dos meus olhos, porque sempre havera algo escondido neles.

Ainda me restou uma última palavra:
Nunca fingi tristeza.

sexta-feira, 19 de dezembro de 2008

Quincampoix.

E com olhos de ressaca...
espiei, sonolento
embriagado por um vinho
barato
A francesa, tão inquieta
e solitária (mas feliz no final)...com seu sorriso puro
enrolada nas suas cores vibrantes...

Sonolento...com olhos pesados da noite
que caiu sem se preocupar,
se era pesada demais ou não...
levou o dia desgastante, calmo...calado.

Distante frecesinha, a quem me guardo
em sonhos cinematográficos,
demora ainda de vir?

sábado, 22 de novembro de 2008

A confiança...certas palavras, as divagações de ser.


eu tenho olhos da noite,
então só pode me enchergar
O que parece ser claro.